Itaúna, quarta-feira, 29 de maio de 2013 às 13:40:39

Meio Ambiente

“Cometa pode matar toda a vida”: há 103 anos, Halley apavorou a Terra

O cometa Halley é um velho conhecido da humanidade – há milênios vemos ele passar periodicamente pelos céus do nosso planeta. Em 1910, mais uma passagem estava prevista e os jornais anunciavam que a pedra de gelo e gás poderia resultar em um espetáculo nos céus do planeta. Mas, então, cientistas calcularam que poderíamos passar pela cauda do cometa. E o pânico começou quando descobriram que a cauda do Halley tinha um gás mortífero: o cianogênio. E a passagem da Terra pelo gás venenoso ocorreria no dia 18 de maio daquele ano.

“Cometa pode matar toda a vida na Terra, diz cientista”. Foi assim que o jornal San Francisco Call anunciou a opinião do astrônomo francês Camille Flammarion. Nem mesmo o The New York Times escapou. O jornal escreveu em uma de suas edições que o professor “é da opinião de que o gás cianogênio poderia impregnar a atmosfera e possivelmente extinguir toda a vida do planeta”.

Além disso, como todo bom apocalipse, aquele também teve gente que lucrou. Apareceram nas ruas “pílulas anticometa”, máscaras de gás e até guarda-chuvas de proteção contra cometa. Crianças em Chicago pediam para ficar em casa com medo do gás. Fazendeiros do Wisconsin tiraram o para-raios de seus celeiros com medo de atrair a pedra. Organizações distribuíam panfletos que orientavam as pessoas a fecharem suas janelas para que o cianogênio não entrasse.

Apesar disso, cientistas tentaram acalmar a população ao garantir que não havia nenhum risco e a passagem seria, no máximo, um belo espetáculo. Para os não apocalípticos, o Halley foi sim um grande espetáculo. A venda de telescópios disparou. Hotéis lançaram pacotes especiais nas grandes cidades para quem quisesse ver de suas coberturas. Moral da história, o Halley passou e ninguém morreu por causa dele.

 

Rotas de aviões recriam mapa-múndi

Um consultor canadense desenvolveu um sistema de visualização das rotas de tráfego aéreo ao redor do globo que recria o mapa-múndi.

Michael Markieta achou desnecessário usar recursos para ajudar o público a identificar diferentes partes do mundo. Seus mapas iluminados mostram que as rotas aéreas traçam a silhueta dos maiores continentes, revelando que os seres humanos preferem morar perto da costa.

O consultor deu início ao projeto durante seu tempo livre e utilizou a tecnologia do Sistema de Informações Geográficas (GIS, na sigla em inglês) para criar mapas a partir dos dados obtidos.

Atualmente há 58 mil rotas aéreas cruzando os céus nos cinco continentes. Nos mapas revelados por Markieta não causa surpresa o fato de que os pontos mais brilhantes aparecem em áreas onde muitas rotas seguem o mesmo trajeto e têm como destino as maiores cidades do mundo.

 

Recomendado pela ONU, consumo de insetos na dieta já ocorre no Brasil

O consumo de insetos na alimentação humana, recomendado em um relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e noticiado aqui no jornal, já existe em algumas espécies que são consumidas no Brasil.

A mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum, que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.

Os órgãos oficiais ainda não dão muita importância ao assunto, apesar da recente recomendação do órgão da ONU. No Guia Alimentar para a População Brasileira, o Ministério da Saúde não faz nenhuma menção ao consumo de insetos. Já a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional entende que esse hábito alimentar não faz parte da cultura brasileira e não tem estudos neste sentido. O Ministério da Agricultura, por sua vez, afirma que não há registro oficial de estabelecimentos que produzam insetos para o consumo humano.

“Eu espero fortemente que o governo brasileiro reconheça os insetos como fonte de alimentos dos brasileiros”, afirmou Eraldo Costa Neto, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA) que pesquisa as relações entre humanos e insetos. “Infelizmente, o governo brasileiro ainda vê insetos como pragas”, completou o especialista, que foi o único brasileiro a participar da convenção da FAO que deu origem ao relatório publicado.

 

Isabela Nogueira

Isabela Nogueira

email: belandiniz@gmail.com

Graduada em Ecologia, pós-graduada em Engenharia Ambiental Integrada e acadêmica do curso de Engenharia.

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