Itaúna, quinta-feira, 28 de setembro de 2017 às 18:58:35

Ex-Gestor de Resíduos Sólidos fala na Câmara: novo método de contratação do serviço de limpeza urbana é prejudicial ao município

O jornalista e ex-gerente de Resíduos do SAAE, na administração passada, Sérgio Cunha, esteve na Câmara na terça-feira, 26, para contrapor as alegações apresentadas pelo diretor da autarquia, Samuel Nunes, sobre as mudanças na contratação do serviço de limpeza urbana de Itaúna. A alteração no sistema de contratação, pagando o serviço pela tonelada de lixo recolhido, segundo o jornalista, “é a fórmula que é utilizada pelas empreiteiras do setor que, com isso, conseguem um bom faturamento”. Explicou que esse tipo de pagamento é comparado aos valores praticados nos grandes centros (São Paulo, Rio, Brasília, BH) e que assim acaba por tornar o custo do serviço mais alto.

 

“Em Itaúna, fazíamos a precificação pela prestação do serviço, analisando cada custo, em planilhas, para chegarmos ao valor final. Foi assim que conseguimos o valor de até R$550 mil/mês. Agora, do jeito que fizeram, a empresa deu um valor para a tonelada coleta (R$224,37) e apresenta quantas toneladas coletou. Ponto e pronto. No mês apresentado na Câmara, disseram que coletaram 1.100 e poucas toneladas e o custo foi de R$240, R$250 mil. Mas o histórico de Itaúna é de coletar em torno de 1.500 toneladas e, com isso, o custo vai passar de R$310 mil, só a coleta do molhado, que era de R$200 mil”, arrematou.

 

Sérgio Cunha fez um resumo dos serviços que eram prestados, na administração passada e o custo total destes serviços, comparando-os aos valores atuais. Quanto ao aterro sanitário, disse estranhar o fato de que até então, o custo da operação do aterro é de algo em torno de R$70 mil e que, com a licitação anunciada o valor pode ser de R$170 mil (era 220 mil). Já em relação à licença do aterro e as condicionantes, explicou que a licença venceu durante o mandato de Eugênio Pinto e não foi feito novo pedido, naquela época, a renovação. Que um novo processo de licenciamento foi feito, tendo sido protocolado novo pedido de licenciamento em julho de 2014 e até o momento não foi dada resposta. “Por isto, não há condicionantes, pois só após a análise é que se estabelecem as condicionantes a serem cumpridas”, explicou.

 

O vereador Alexandre Campos disse, após a apresentação de Sérgio Cunha, que vai anexar as informações repassadas por ele à representação que ele, Otacília e Alex Arthur (Lequinho) fizeram ao Ministério Público, para que seja apurada a terceirização do serviço de lixo na cidade.

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