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Câmara em ebulição
A primeira reunião da Câmara deste ano começou tumultuada como aconteceu no ano passado. Apesar da ponderação de muitos vereadores, inclusive do presidente do Legislativo, vereador Antônio de Miranda, o ano começou bem quente, com discussões acaloradas entre os vereadores Kaio Guimarães, Rosse Andrade, Guilherme Rocha e Gustavo Dornas. Vale lembrar que Gustavo conduziu muito bem a CPI sobre a ausência do vice-prefeito, que levou à sua cassação.

O Guilherme Rocha – que no ano passado provocou aquele lamentável incidente com uma professora, fotografando e publicando nas suas redes sociais foto por ele tirada dela na reunião com as pernas entreabertas – continua provocativo, querendo chamar a atenção para si, como um grande fiscalizador do poder público, o que foi muito usado em sua campanha.
Tudo começou, aparentemente, quando o vereador Kaio Guimarães anunciou sua pre candidatura a deputado estadual. Guilherme Rocha pediu a instauração de uma CPI para apurar suspeitas de envolvimento do assessor de comunicação da Câmara (que é de Betim e teria sido indicado pelo Kaio) com o site “O Itaunense” para atacar alguns vereadores e divulgar ações de outros, principalmente do Kaio. Isto estaria sendo feito dentro do horário de trabalho na Câmara e o presidente Antônio de Miranda estaria sendo omisso. O próprio Antônio de Miranda apoiou, de imediato, a CPI, que teve seu encerramento sem comprovação de nenhuma prova por parte do Guilherme, sendo arquivada.

Aí, então, ele fez barulho, dizendo não concordar com a forma que a CPI foi instaurada, fez uma representação pública e o juiz concedeu uma liminar. Acontece, que para o juiz conceder a liminar, o Guilherme usou um simples protocolo de recebimento feito pelo servidor da Secretaria Legislativa, Jean Teles, como se fosse uma certidão emitida pela Secretaria. Era um simples protocolo de recebimento, como é feito por qualquer cidadão, que é, então, direcionado para o setor competente. Não uma certidão oficial da Câmara.

Para entender este imbróglio todo, o Guilherme usou o protocolo para falar que o vereador Beto do Bandinho (que integrava a CPI) havia solicitado ao Antônio de Miranda votar de forma remota, pois estaria viajando na ocasião da reunião que encerrou a CPI. O presidente explicou que a Câmara não tem ferramenta para este tipo de votação. O que Beto entendeu perfeitamente, inclusive dizendo que seu pedido só devia ser acatado se fosse dentro da legalidade.

O presidente do Legislativo e o técnico legislativo Pedro Alcântara (que serve à Câmara há mais de vinte anos) acionaram, então, a Delegacia e o Ministério Público, demonstrando que o protocolo apresentado pelo Guilherme não era uma certidão emitida pela Câmara, portanto não tem fé pública. Com estas ações e a comprovação de que o Guilherme Rocha não apresentou nenhuma prova de sua denúncia no decorrer do andamento da CPI, a liminar que pede a anulação do resultado pode ser cassada.

Entre explicações e acusações, boa parte da reunião acabou sendo tomada por estas discussões. Pois o vereador Kaio cutucou o vereador Rosse de que, como secretário da Infraestrutura à época, era responsável pelo rompimento de emissários de esgoto no Rio São João. Rosse não perdeu tempo e respondeu que não se deve ficar buscando culpados, nem voltando ao passado, mas buscar soluções.
Que dureza de reunião!

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