Política

Itaunense suspeita de participar dos atos de 8 de janeiro fugiu para a Argentina

*Com informações Portal No Ponto do Fato

Além do até então ex-gerente da Secretaria. de Cultura de Itaúna Jean Tarcizio Alves, condenado no dia 17/-03/25, por participação na tentativa de golpe no 8 de janeiro, outra itaunense foi notificada pelo STF em julho de 2024 e fugiu para o exterior.

A cabeleireira Rita Paula Alves de Carvalho foi notificada pelo STF em julho de 2024 e teve suas contas bloqueadas, após suspeita de que ela tenha participado dos atos golpistas de 08 de janeiro de 2023.

Rita Paula Alves de 53 anos, saiu de Itaúna, MG, no dia 19 de setembro de 2024, após entender que não tinha mais como continuar no Brasil.

Ao portal de notícias “No Ponto do Fato”, a itaunense, que residia no Bairro Cerqueira Lima, narra sua fuga de Itaúna para Buenos Aires, na Argentina.

A empresária revelou com riqueza de detalhes a sua fuga, que foi até a capital, Belo Horizonte e seguiu para a grande São Paulo onde permaneceu das 6h da manhã até às 20h.

Na sequência seguiu para a capital da Argentina, Buenos Aires, chegando ao país em 21 de setembro, durante o período eleitoral, na qual era candidata a vereadora em Itaúna, pelo PRTB.

Era candidata à vereadora pelo PRTB até sair do Brasil – Foto Reprodução

“Eu não sabia o que fazer, mas sabia o que queria: ser livre”, disse Rita ao Portal de notícias.

A empresária relatou ainda que não sabia o que fazer nos primeiros dias em que chegou à Argentina, pois não sabia falar a língua espanhola, e a única ideia que teve foi procurar o serviço de imigração, que informou que ela deveria pedir asilo ao país.

“Estou no sufoco desde 15 de julho, quando minhas contas foram bloqueadas. E depois do dia 07 de agosto, quando a oficial da Justiça Federal esteve na minha casa, para entregar a intimação, eu não tive mais paz. Por isso resolvi deixar tudo e vir para a Argentina, pelo menos para acordar sem medo de ser presa”, relatou.

As contas de Rita têm um bloqueio até o valor de R$ 26,633 milhões, determinado pelo STF. Por isso a empresária revela que está em busca de um emprego no país vizinho para se manter.

“Tudo que eu tenho no Brasil está bloqueado. Tentei vender o meu carro para poder vir para cá, mas não consegui porque existe o bloqueio do STF. Perdi o meu trabalho, o meu salão, que era a minha única fonte de renda”, conta.

Ré confessa

Rita teria contado que esteve em Brasília em depoimento dado a um delegado de Divinópolis – Foto  Redes Sociais

Ao se estabelecer na Argentina, Rita buscou apoio jurídico através da advogada Taniéli Telles de Camargo Padoan, que informou que a empresária estava sendo incluída nos cinco crimes de 8 de janeiro e que as condenações do STF eram de 14 a 17 anos de prisão.

Rita narra ao portal de notícias que sua advogada de defesa disse que “ela seria ré confessa”, já que no depoimento dado a um delegado de Divinópolis, após o episódio de 08 de janeiro de 2023, ela teria contado que esteve em Brasília e confirmado que a foto que está no processo seria dela.

Segundo a cabeleireira, a foto que está no seu processo não foi ela quem postou e sim terceiros que tiraram o print de um vídeo e fizeram um dossiê a denunciando.

“Disse a minha advogada, que pelo simples fato de eu estar na rampa, o ministro Alexandre de Moraes já considerava uma invasão de prédio. Eu fiquei muito desesperada, porque ela disse que eu não deveria ter confessado que eu estava lá, mas eu não consigo mentir, ainda mais para um delegado. Como eu poderia dizer que eu não estive lá, que aquela pessoa foto na rampa não era eu, sendo que a imagem era a minha?”.

Não foi encontrada para notificação de audiência de instrução

A denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República imputa à Rita Paula Alves de Carvalho, a prática dos crimes de associação criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

*Com informações Portal No Ponto do Fato

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