Prefeitura exonera Secretário Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente
Diante das recentes notícias veiculadas na mídia, envolvendo o nome do vice-prefeito e Secretário Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, a Prefeitura enviou nota de esclarecimento à imprensa. Na nota oficial é explicitado que “os fatos noticiados não guardam qualquer relação com o exercício de suas funções públicas municipais, seja como vice-prefeito, seja como titular da referida pasta.
Trata-se, conforme amplamente divulgado, de investigação de natureza pessoal, alheia à administração pública municipal. No entanto, com base no compromisso da atual gestão com a ética, a transparência e o zelo pela coisa pública, a Prefeitura informa que o Sr. Hidelbrando Neto foi exonerado de suas funções à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, até que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas.
Ressaltamos que o momento atual se refere a uma fase investigativa, sem qualquer condenação ou decisão judicial com trânsito em julgado. O Sr. Hidelbrando Neto, como qualquer cidadão, tem garantido o direito constitucional à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.
A gestão municipal segue firme em seu compromisso com a integridade institucional e a confiança da população itaunense, reforçando que eventuais condutas individuais não refletem a postura nem os princípios que norteiam esta administração”.
Operação da Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou na quarta-feira (17) a Operação Rejeito, contra um suposto esquema de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Entre os presos estão o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) Caio Mário Seabra. A Justiça Federal mandou prender outras 21 pessoas e bloquear R$ 1,5 bilhão dos investigados. O grupo atuava para que empresas conseguissem licenças ambientais de mineração fraudulentas.
Segundo a PF, trocas de mensagens ajudaram a confirmar um esquema que pagou mais de R$ 3 milhões em propinas a servidores públicos.
Hidelbrando Neto teve seu nome envolvido, segundo a Polícia Federal, por ser sócio da empresa Brava, sendo a atividade caracterizada pela compra de licenças ambientais e atuação irregular com a participação de diversos outros. Em notícia enviada ao Integração, Hidelbrando Neto fala da certeza de declaração de sua inocência.
Os mandados foram cumpridos em Minas Gerais, no Distrito Federal, em Alagoas e no Rio de Janeiro. Foram presas 15 pessoas e 2 estão foragidas.
