Política

Vereador Guilherme Rocha se envolve em polêmicas e é alvo de pedido de cassação


No expediente final da Reunião Ordinária da Câmara de terça-feira, o vereador Guilherme – que se envolveu esta semana em polêmicas por postagens em redes sociais – disse que foi eleito para ser a voz de todo mundo que lhe confiou seu voto. Pontuou que sua fala foi dura, mas direcionada para aqueles que empinam motos, não sobre motoboys e motoqueiros trabalhadores e responsáveis e que quando falou sobre boate, sua fala distorcida por muitos e que toda mulher merece seu respeito. Reforçou que ninguém está aguentando mais aqueles que praticam “grau”, pois, além do prejuízo financeiro, podem acabar com uma vida. “Minha fala sempre será dura contra criminosos e se foi crime o que fiz, estou disposto a arcar com tudo que aconteceu”, disse ele. Encerrou dizendo que vai até o fim no que acredita e que é um vereador disposto a denunciar atos que repudia.
Para o vereador Lacimar “Três”, ele disse que, sabendo de sua absolvição, não ia tocar mais sobre o assunto e que havia comentado em geral sobre vereadores que haviam cometido atos piores que ele e que haviam ficado imunes.

Entendendo o assunto

O vereador Guilherme Rocha, do Partido Novo, se viu envolvido em várias polêmicas nos últimos dias, usando suas redes sociais. Primeiro, segundo divulgado em jornal e site itaunense, ele associou as mães de jovens praticantes de “grau” nas ruas da cidade de frequentarem uma boate no Bairro Universitário. Depois, durante a reunião plenária fotografou uma professora aposentada com as pernas abertas, colocou um emoji de carinha como coração nas partes íntimas e postou em seu grupo político de WhatsApp, com mais de 190 membros. Resultados: um pedido de abertura de CPI e cassação de mandato por falta de decoro parlamentar, um pronunciamento firme do jornalista Renilton Pacheco que havia publicado a notícia sobre as mães de praticantes de “grau”.

Ainda, pronunciamento do vereador Lacimar “Três”, que teve também divulgado pelo Guilherme notícias de dois processos que sofrera, lembrando que foi absolvido dos mesmos e que Guilherme estava querendo tirar o foco das denúncias contra ele.

Durante a Reunião Ordinária

A professora aposentada, de 69 anos, que foi fotografada, acionou a Polícia Militar e o presidente da Mesa Diretora, vereador Toinzinho, teve de deixar momentaneamente a reunião para atender a ocorrência com os policiais. Em meio a reação negativa ainda em plenário, o vereador apagou a foto minutos depois.
Ainda na terça-feira, Guilherme Rocha publicou um vídeo em suas redes sociais pedindo desculpas. O vereador alega que a professora e sua assessora, que estava sentada ao lado na galeria, resolveram uma discussão ocorrida entre eles anteriormente e por isso, “se sentiu à vontade” para tirar a foto das duas.
A mulher, de 69 anos, passou mal após o episódio, sendo levada ao hospital da cidade e disse, segundo reportagem do @viuitauna, que o vereador não a procurou para se desculpar e pretende acionar a Justiça.

Falta de decoro parlamentar
O cidadão João Paulo Araújo de Paula foi quem protocolou um pedido de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta de Guilherme Rocha, solicitando, ainda, a cassação do mesmo por falta de decoro parlamentar.

João Paulo também usou o expediente da Participação Popular na Reunião Plenária de terça-feira, 9, para falar sobre o comentário ofensivo e preconceituoso, que foi uma ofensa coletiva aos motoqueiros, que mancha a imagem do Legislativo, esperando que a Câmara aceite a denúncia e que o vereador perca o mandato.

Nota de Esclarecimento da Câmara

A Mesa Diretora da Câmara enviou à imprensa uma nota de esclarecimento. Leia, na íntegra:

“A Câmara Municipal de Itaúna manifesta seu profundo respeito à cidadã envolvida no episódio ocorrido recentemente durante sessão plenária e lamenta profundamente o acontecido.
Esclarecemos que a conduta apresentada é de inteira responsabilidade individual do vereador envolvido e não reflete o posicionamento institucional desta Casa Legislativa, que repudia qualquer ato de desrespeito ou violação da dignidade da pessoa humana.
A cidadã, no exercício de seu direito, acionou a Polícia Militar e formalizou boletim de ocorrência sobre o caso.
Tão logo a representação seja formalizada, a Câmara adotará as medidas cabíveis e realizará a devida apuração dos fatos, em conformidade com o Regimento Interno e a legislação vigente.
Reafirmamos nosso compromisso com a dignidade da pessoa humana, com a transparência e com o respeito à população itaunense”.

Foto: @viuitauna

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