Após denúncia de professora, Câmara vai nomear Comissão Processante – CPI contra o vereador Guilherme Rocha
A professora aposentada Tânia Lucinda – que foi fotografada pelo vereador Guilherme Rocha (Novo) durante a Reunião Ordinária do dia 09 deste mês, com um emoji de coração entre as pernas – protocolou na segunda-feira (22) um pedido de instauração de Comissão Processante contra o vereador Guilherme Rocha (Novo. A idosa, de 69 anos, passou mal após o episódio, sendo levada ao hospital da cidade.
O requerimento da professora, que arrolou cinco testemunhas e provas documentais – incluindo o boletim de ocorrência registrado após a presença da Polícia Militar durante a mesma reunião Ordinária (foto) será lido na reunião desta terça-feira (23) e a Comissão Processante vai ser nomeada pela Mesa Diretora do Legislativo.
Relembrando o caso
Durante a reunião, Guilherme compartilhou a imagem em um grupo de política de WhatsApp, com mais de 190 membros. Em meio a reação negativa ainda em plenário, o vereador apagou a foto minutos depois. Posteriormente, nas redes sociais, publicou vídeo pedindo desculpas, alegando que havia resolvido com a professora e sua assessora, que estava sentada ao lado na galeria, resolveram uma discussão ocorrida anteriormente e por isso, “se sentiu à vontade” para tirar a foto das duas.
Na ocasião, a Câmara Municipal divulgou nota manifestando respeito à cidadã e ressaltando que a condutora é de inteira responsabilidade do vereador. O Legislativo prometeu adotar as medidas cabíveis e apuração dos fatos, em conformidade com o Regimento Interno e a legislação vigente.
Nota de Repúdio
A Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, representada pelas vereadoras Márcia Cristina, Carol Faria e o vereador Da Lua , emitiu nota de repúdio sobre o caso. Para a comissão, o comportamento é incompatível com o respeito, a ética e a responsabilidade que devem nortear a conduta de qualquer representante do povo. “A violência verbal, moral ou psicológica não pode ser tolerada, especialmente em um espaço que deve ser exemplo de democracia, diálogo e civilidade”, ressaltou a nota.
Falta de decoro parlamentar
O cidadão João Paulo Araújo de Paula foi quem protocolou o primeiro pedido de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta de Guilherme Rocha, solicitando, ainda, a cassação do mesmo por falta de decoro parlamentar. Este pedido foi feito na mesma reunião do dia 09 de setembro.
Nesta reunião, João Paulo também usou o expediente da Participação Popular para falar sobre o comentário ofensivo e preconceituoso, que foi uma ofensa coletiva aos motoqueiros, que mancha a imagem do Legislativo, esperando que a Câmara aceite a denúncia e que o vereador perca o mandato.
A denúncia, que já está na Comissão de Ética da Câmara, traz como fundamento fala do parlamentar, divulgada nas redes sociais, considerada ofensiva às mães de jovens que praticam “grau” em Itaúna. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o vereador associou essas mulheres à prostituição no bairro Universitário.
Suplente
O suplente do vereador Guilherme Rocha é o professor Diêgo Naron.

