Preso homem que incitava crimes contra viaturas policiais em grupo de WhatsApp
A Polícia Militar, por meio da 9ª Cia PM Ind, prendeu, na sexta-feira (06/03), no bairro Universitário, um homem de 40 anos suspeito de incitar crimes contra viatura policiais por meio de mensagens divulgadas em grupos do aplicativo WhatsApp destinados a informar a localização de blitz de trânsito.
Atendendo aos diversos pedidos da comunidade por maior fiscalização de trânsito, devido à prática frequente de direção perigosa e alta velocidade nas ruas de alguns bairros, a PMMG intensificou nesses locais operações de blitz para inibir tais condutas e para prevenção criminal. Nas publicações, o indivíduo, descontente com a ação policial, incentivava a população a atear fogo em viaturas policiais.
Após levantamentos que identificaram o suspeito, ele foi abordado e preso. Durante a intervenção policial, o autor resistiu à prisão e arremessou o próprio aparelho celular ao solo, danificando o equipamento.
Durante busca pessoal, foi localizada uma porção de maconha com o suspeito.
Diante dos fatos, o homem foi preso pelos crimes de incitação ao crime e resistência, além de ter sido constatado o descumprimento de condições relacionadas à fiscalização de egresso do sistema prisional.
O autor possui registros policiais anteriores por crimes relacionados ao tráfico de drogas e furto.
Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido.
A Polícia Militar reforça que não tolera qualquer tipo de ameaça ou incentivo à violência, mantendo atuação firme na preservação da ordem pública e na proteção da sociedade.
Esclarece ainda que publicações em grupos de WhatsApp* que informam sobre a localização de operações policiais, como blitz, diminuem a eficiência da prevenção criminal e podem colocar em risco os profissionais de segurança pública, podendo constituir, em casos mais graves, o crime previsto no artigo 265 do Código Penal, que trata de atentado contra a segurança ou o funcionamento de serviço de utilidade pública, cuja *pena é de reclusão, de um a cinco anos, e multa. Os administradores do grupo foram identificados, o que permitirá uma melhor investigação em sua eventual responsabilidade nas condutas descritas.

